MANUTENÇÃO CORRETIVA NÃO É VILÃ. É SINTOMA.

Quando ela domina a rotina, não é porque alguém escolheu trabalhar assim.
É consequência de um sistema que não consegue sustentar o planejamento, não protege tempo para prevenção e não possui uma estratégia clara baseada em criticidade e risco.

Por isso, combater a corretiva sem entender suas causas é enxugar gelo.

O erro mais comum nas transições é acreditar que basta criar planos de preventiva e rodar checklists.
Sem lógica, sem histórico confiável e sem entendimento dos modos de falha, a preventiva vira apenas corretiva agendada – e rapidamente perde credibilidade.

É muito comum ouvir: “a preventiva não funciona”.
Mas, na prática, o que acontece é outra coisa: a equipe executa o plano em um componente, enquanto a falha ocorre em outro componente do mesmo conjunto.

Sem registros consistentes, sem estrutura funcional clara e sem análise de falhas, a manutenção aprende a lição errada.

O problema não é a preventiva.
É a estratégia por trás dela.

Manutenção Lean não é fazer mais atividades.
É fazer as atividades certas, no ativo certo, no momento certo, com base em risco, impacto e confiabilidade.

Esse é mais um passo na jornada da Manutenção Lean: consciência → sistema → estratégia.

Autores: Mara Rejane Fernandes e Moisés Fernandes Dias

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