Durante anos, muitos profissionais de manutenção construíram sua identidade resolvendo problemas complexos (pepinos, abacaxis …) e sendo reconhecidos pela rapidez na resposta. Esse modelo cria uma lógica clara: o valor está na urgência, na improvisação e na reação.
Quando a empresa decide evoluir para uma estratégia mais preventiva e planejada, alguns mudam de função, mas a mentalidade nem sempre acompanha…
Executar preventiva com pensamento corretivo mantém o problema. A rotina muda, mas o comportamento continua o mesmo.
Na manutenção, a falha não nasce grande. Ela cresce porque foi ignorada.
Uma vibração não tratada vira rolamento quebrado.
Um vazamento pequeno vira contaminação.
Um ruído “normal” vira falha catastrófica.
Uma OS adiada vira uma parada longa.
O problema não está no tamanho da falha, mas no tempo que ela é deixada rolar.
E quanto mais ela desce a montanha, maior fica o impacto lá embaixo.
A verdadeira transformação acontece quando o profissional deixa de ser apenas o herói do colapso e passa a ser o guardião da confiabilidade.
Quando entende que seu valor não está em consertar depois da falha, mas em impedir que ela aconteça.
É por isso que manutenção preventiva é estratégia. É agir no topo da montanha, antes que o problema ganhe velocidade.
Essa é a metamorfose que a Manutenção Lean propõe: uma mudança mental, cultural e comportamental que transforma não só o jeito de trabalhar, mas a forma de enxergar a própria profissão.
Autores: Mara Rejane Fernandes e Moisés Fernandes Dias


